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A emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) propondo o fim do pagamento de aposentadorias aos ex-governadores e viúvas vem causando muita polêmica e debate na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A emenda foi apresentada pelo deputado Homero Marchese (Pros) e conta com 32 apoiadores, um a menos da quantidade mínima para ser aprovada em Plenário. O deputado Marcio Pacheco (PDT) é um dos 32 deputados que apoia o fim da aposentadoria aos ex-governadores e viúvas.

Os benefícios custam aproximadamente R$ 4 milhões por ano aos cofres do Estado. Atualmente, um ex-governador tem direito a um salário mensal de R$ 30.471,11. Após a morte do beneficiário o salário continua sendo pago para o viúvo ou viúva. Oito ex-governadores e duas ex-primeiras-damas recebem a “aposentadoria especial”.

“Essa é uma farra com o dinheiro do contribuinte e tem que acabar. É uma vergonha. O trabalhador tem que contribuir por mais de quarenta anos para se aposentar, enquanto um governador pelo simples fato de ter assumido o Executivo Estadual por nove meses recebe uma aposentadoria de R$ 30 mil. Isso é inconcebível”, destaca Pacheco.

O assunto foi novamente debatido na sessão de ontem(02), quando os deputados apoiadores denunciaram uma tentativa de manobra de bastidores para derrubar a proposta apresentada por Marchese, que usou a tribuna para pedir apoio de outros colegas para assinarem a proposta.

Para Pacheco, a aprovação do fim da aposentadoria aos ex-gestores do Estado é uma oportunidade para a Assembleia “marchar” em consonância com a população, que pede o fim dos privilégios na esfera pública. “O Paraná poderá ser novamente vanguarda nesta questão para o Brasil. Por isso, é importante a Assembleia aprovar o fim dessa farra das aposentadorias”, afirma Pacheco.

Tanto a PEC, de autoria do Poder Executivo, quanto a emenda do deputado Marchese serão analisadas pela Comissão Especial formada na Assembleia Legislativa. A Comissão tem a responsabilidade de receber as emendas dos deputados e emitir parecer sobre o mérito da PEC e das emendas.

Para ser aprovada em plenário, a PEC precisa receber, no mínimo, 33 votos favoráveis em duas votações com intervalo de cinco sessões entre cada uma. Na proposta enviada pelo Poder Executivo, prevê a suspensão do pagamento de aposentadoria apenas para os próximos governadores.

É bom lembrar ainda que o fim do pagamento de aposentadoria aos ex-governadores já tem procedência, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) cassou o pagamento do benefício ao ex-governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, em 2007.

Quem recebe a aposentadoria

Paulo Pimentel, Emilio Gomes, João Elísio Ferraz de Campos, Mário Pereira, Jaime Lerner, Roberto Requião, Orlando Pessuti e Beto Richa. As viúvas Rosi Costa Gomes da Silva, MadalenaGemieski Mansur e Arlete Vilela Richa. A ex-governadora Cida Borghetti (PP), que deixou o cargo em 31 de dezembro, após oito meses no comando do Estado, também já requereu a verba.

foto: Dálie Fellberg/ALEP

Em reunião realizada no dia 16, o Partido Pátria Livre (PPL) decidiu, por aclamação, apoiar as pré-candidaturas do professor Jorge Bernardi (REDE) ao Governo do Estado e Flávio Arns (Rede) para o Senado. Nas negociações entre os dois partidos, também se construiu as pré-candidaturas de dois cascavelenses nas chapas de governador e senador.

O advogado e ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Subseção de Cascavel, Juliano Murbach (PPL), é o indicado para a disputa como vice-governador na chapa de Jorge Bernardi, enquanto o empresário e ex-presidente da Apae, Vilson Basso (Rede), foi indicado como primeiro suplente de Flavio Arns.

A direção do PPL também aprovou, por unanimidade, durante a reunião a aliança nas coligações proporcionais (deputado federal e deputado estadual) com a Rede e o Democracia Cristã (DC), o antigo Partido Social Democrata Cristão (PSDC). Como segundo candidato a senador da chapa, a direção do DC já indicou o nome do advogado, empresário e professor Luiz Adão – neste ano o Paraná irá eleger dois senadores.

De acordo com o presidente estadual do PPL deputado Marcio Pacheco, todas as decisões tomadas na reunião do dia 16 de julho, serão discutidas e ratificadas na Convenção Estadual que o partido promoverá no dia 26 de julho, na Câmara Municipal de Cascavel, a partir das 19h30.

Na oportunidade, os filiados do Partido Pátria Livre irão deliberar sobre as coligações e os nomes dos candidatos a deputado estadual e deputado federal e senador para disputar as eleições de 7 de outubro. Para Pacheco, que é pré-candidato à reeleição de deputado estadual, a opção pelo Professor Jorge Bernardi se deu em razão das propostas do pré-candidato.

“O Professor Jorge Bernardi é um homem de sensibilidade, seriedade, e é uma alternativa bastante viável para disputar o pleito deste ano, pois tem qualidade técnica e experiência para governar o Paraná. Além disso, ele prega e pratica a nova política e as posturas defendidas pelo PPL e pela sociedade paranaense e brasileira com ética e transparência”, frisa Pacheco.

Atualmente, o PPL tem apenas um representante na Assembleia Legislativa do Paraná: O deputado Marcio Pacheco.

 

Oeste do Paraná será representado por Pacheco, Murbach e Basso.

Perfis dos pré-candidatos do PPL e Rede

 

Marcio Pacheco

Marcio Pacheco tem 41 anos. Mora em Cascavel desde 1997. É Policial Federal desde 2007 e atualmente está licenciado da função para exercer o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Paraná. Em 2003, Pacheco formou-se professor de português e inglês e português pela Unioeste. Em 1997, entrou na Polícia Militar, onde permaneceu por mais de dez anos, atuando em Cascavel e Corbélia.

Em 2012, foi eleito vereador pelo PPL, com 1.412 votos. Em 2013, ele foi eleito presidente da Câmara de Vereadores de Cascavel. Em 2014, elegeu-se deputado estadual, com 24.855 votos. Em 2016, foi candidato a prefeito de Cascavel, obtendo o segundo lugar com 56.260 votos.

 

Flavio Arns

Sobrinho de Zilda Arns, Flavio Arns tem se destacada por sua militância na promoção social e na luta por direitos das pessoas com deficiência. Já foi deputado federal, senador, vice-governador e secretário de Estado. Atualmente está sem mandato. Elegeu-se senador em 2002, derrotando o ex-governador Paulo Pimentel. Numa eleição tão disputada como se espera em 2018, Flavio Arns quer correr por fora.

 

Jorge Bernardi

Vice-Reitor do Centro Universitário Internacional, professor de Gestão Pública, já teve mais de 60 mil alunos em todo o Brasil, onde já formou cerca de 22 mil Gestores Públicos. É doutor, mestre  e especialista em Gestão Urbana, com vários livros publicados, entre os quais: A Organização Municipal e a Política Urbana (3ª edição, 50 mil exemplares), O Processo Legislativo Brasileiro (2ª edição, 38 mil exemplares), Gestão de Serviços Públicos Municipais. Na política, foi vereador por sete vezes em Curitiba. Em 2016, foi candidato a vice-prefeito de Curitiba, na chapa de Requião Filho.

 

Juliano Murbach

Juliano Murbach tem 44 anos, graduado em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Após a formatura, em 1996, voltou para o Oeste para advogar, lecionar em faculdades de direito e ficar próximo da família. Casado e pai de três filhos, Murbach presidiu a OAB subseção Cascavel por três anos, de (2010- 2012). Em 2016, foi candidato a vice-prefeito de Cascavel na chapa com o deputado Marcio Pacheco.

 

 

Com as participações do pré-candidato a Presidente da República, João Goulart Filho e os pré-candidatos ao governo do Estado, Osmar Dias (PDT) e Ratinho Júnior (PSD), o PPL (Partido Pátria Livre) realizou no último sábado (19) na Univel, em Cascavel, encontro estadual para divulgar os pré-candidatos do partido para deputado federal e deputado estadual nas eleições 2018. O presidente estadual do PPL, deputado Marcio Pacheco, classifica o evento com um sucesso.

“Sem dúvida, saímos desse encontro estadual com o sentimento de dever cumprido e muito mais fortes para as eleições deste ano com os nossos pré-candidatos que irão enfrentar as urnas neste ano”, afirma Pacheco, que cumpre o seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa do Paraná.

Para ele, o evento foi um momento de congratulação e de fortalecimento da união do partido, que começa a se organizar para estruturar as chapas proporcionais para deputados estaduais e federais, bem como discutir sobre as pré-candidaturas a governo e senado.

Pacheco não tem dúvida que os militantes e os pré-candidatos do PPL saíram “fortalecidos e renovados em esperança de que é possível fazer uma política diferente e um Brasil melhor com propostas sólidas”.

Por fim, o líder do PPL agradeceu a presença do pré-candidato à Presidência da República, João Goulart Filho e também dos pré-candidatos a governador Osmar Dias e Ratinho Junior, assim como os pré-candidatos a deputado federal e estadual e das centenas de lideranças que vieram de todo Estado para prestigiar o evento, que reuniu mais de 150 pessoas de diversas regiões do Estado.

João Goulart Filho

Após a apresentação do deputado Pacheco, o primeiro discurso foi feito pelo pré-candidato a Presidente da República pelo PPL, João Goulart Filho, que é filho do ex-presidente João Goulart desposto pelo golpe militar em 1964.João Goulart Filho disputa pela primeira vez à Presidência da República.

Durante o seu discurso inflamado aos militantes, ele tratou desde os caminhos para o fortalecimento da economia, o processo de privatização até o atual momento político nacional. “Vivemos um momento de grave crise política, econômica e moral, onde o País sofre com a miséria, a desindustrialização, a devastação dos serviços públicos, a insegurança pública e o mais lastimável espetáculo de decadência moral”, afirma.

Ele conclamou a militância do PPL para “servirem de mensageiros das mudanças que o País precisa”. O pré-candidato à Presidência também fez sérias críticas ao sistema de pagamento da dívida pública, a qual, segundo ele, consome bilhões de reais mensais só para atender aos interesses do sistema financeiro.

Por fim, João Goulart Filho agradeceu ao PPL por ter aberto, no ano passado, as portas depois que deixou o PDT, onde estava filiado há 37 anos. “O programa do Partido Pátria Livre me trouxe a esperança de lutar pelas reformas e pelo legado do meu pai quando era presidente da República”.

Osmar Dias

O pré-candidato ao governo do Estado, Osmar Dias, foi o segundo convidado a discursar. Durante a sua fala, o líder do PDT voltou a reafirmar que é “candidatíssimo” ao governo e se posicionou como oposição as duas pré-candidaturas da atual governadora Cida Borghetti (PP) e Ratinho Junior.

Para Osmar Dias, as pré-candidaturas de Cida e Ratinho representam a continuidade do governo Beto Richa, mergulhado em escândalos de corrupção.

Osmar dias. O pedetista pediu apoio do PPL para o arco de alianças que o PDT está construído em torno da sua pré-candidatura a governador.

“Eu quero ter apoio do PPL, que espelha a política moderna e joga na lata de lixo esse modelo vigente, o qual se baseia no loteamento do Estado. Por isso, eu digo para quem quer me apoiar não venha me pedir para lotear o governo”, avisou.

Osmar Dias agradeceu ao convite do deputado Pacheco e elogiou a iniciativa do líder do PPL. “O deputado Pacheco é um nome limpo para voos mais altos na política, pois tem muito futuro. Se fosse para escolher um perfil de deputado na Assembleia Legislativa, esse perfil é do Marcio Pacheco”, finalizou.

Ratinho Junior

O terceiro convidado a discursar foi o pré-candidato ao governo Ratinho Junior, que também agradeceu ao convite do deputado Pacheco e pediu apoio do PPL em sua caminhada ao Palácio do Iguaçu. Em seu discurso curto, Ratinho Junior enfatizou a necessidade de romper com o atual sistema político, o qual, segundo ele, está falido.

Ele também reafirmou como sua principal bandeira a diminuição do Estado. “Quanto melhor o Estado se meter na vida das pessoas, melhor”. A pré-candidata Cida Borghetti desistiu de participar do evento, alegando mau tempo para seguir viagem de avião de Curitiba para Cascavel.